segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sobre a Lei de Cotas

O relatório da última conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 12 de dezembro de 2005, além de chamar atenção para a falta de percepção pública do país do que constituem as políticas econômicas e sociais, ainda afirma que os portadores de deficiência continuam sendo um grupo particularmente vulnerável no mercado de trabalho.

O século XXI está sendo marcado pelo grande desafio de inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. As empresas buscam se ajustar às adaptações necessárias para contratação dos mesmos, uma vez que a proposta governamental penaliza aqueles que não cumprirem as determinações legais.

O artigo 93 da Lei Federal nº. 8.213/91[1] - Lei de Cotas, impõe a contratação imperando também na oportunidade para a busca de qualificação o que permite uma vida social e financeira igualitária em todos os aspectos a estes profissionais.

Por outro lado, o número de portadores de necessidades especiais também evoluiu em busca de uma formação e capacitação para adequar-se a diversos campos profissionais, o que amplia a busca e a contratação.

Outros componentes importantes nas empresas são os meios de transporte, pois, sem eles, a força de trabalho não terá acesso às empresas. Compete à administração pública fornecer esse tipo de serviço à população.

Apesar da Lei de Cotas, inserir garantias e proteção jurídica ao portador de deficiência física, ela não é clara quanto às deficiências a serem contratadas. A mesma generaliza a questão não mencionando tipos de necessidades, o que permite as empresas contratar o que lhes convém apenas em cumprimento da Lei, não oferecendo oportunidade de emprego à diversidade de portadores existentes formados e capacitados para atender a demanda solicitada.

[1] BRASIL, Art. 93 da Lei n. 8.213/91 Conteúdo Jurídico da Proteção ao Portador de Deficiência Física Constituição Brasileira, Brasília 15.Dez.2005 apud: <>- Acesso 31.Maio.2008 –

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CBN e Band News

CBN - Central Brasileira de Notícias. Desde 1991 a rádio é sucesso no país todo,
rendendo bons frutos à Rede Globo. Seu slogan é “A rádio que toca notícia”, e o site
oficial é o www.cbn.com.br.

Desde sua criação, em primeiro de outubro de 1991, seu intuito era de informar o
público, no formato das rádios all-news americanas, com notícias em tempo real. Porém,
muitos contestam a programação da rádio que se volta aos noticiários esportivos e até
nas transmissões ao vivo de futebol. Nesse caso, em competições como a “Copa do
Mundo”, todos os jogos são narrados, deixando a notícia em segundo plano.

Hoje, a CBN mantém cinco emissoras próprias. Em São Paulo, está presente
nas freqüências 90,5 FM e 780 AM, no Rio de Janeiro, 92,5 FM e 860 AM, em Belo
Horizonte, 106,1 FM, Curitiba na freqüência 90,1 FM, e na capital Brasília, 95,3 FM,
além de mais 24 afiliadas distribuídas pelo Brasil, em cidades como Campinas, Londrina,
Ribeirão Preto e Santos. A grande cobertura nacional da CBN já ocorreu com menos
de um ano de sua existência, em 1992, onde a rádio detalhou todos os momentos que
envolviam o cenário político do país, com o fim do Governo Collor e o “caso PC Farias”.

Foi em 1995 que a emissora ganhou sua freqüência AM, em São Paulo, a maior
cidade do país, sendo premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte, com o
prêmio de primeira emissora jornalística FM da cidade, e um ano depois foi condecorada
como a rede com melhor programação jornalística.

A rede emprega mais de duzentos jornalistas e seu público é formado
principalmente por ouvintes com pouco mais de 30 anos, que trabalham, e muitas
vezes ouvem os programas no trânsito, A função da CBN é alertar os motoristas em
relação ao que ocorre na cidade quanto a facilidade de percurso.

A CBN possui uma equipe capacitada, como âncoras, jornalistas e comentaristas
Heródoto Barbeiro e Milton Jung, e colunistas com espaços temáticos, como Renato
Machado, Carlos Heitor Cony e Arnaldo Jabor
O programa de maior sucesso na emissora é o Jornal da CBN, apresentado pelo
jornalista Heródoto Barbeiro, professor de História e com grande experiência em
comunicação, também da TV Cultura. Seu lema é “As notícias que podem mudar sua
vida”. Todos os dias, com duração de três horas e meia, Heródoto inicia a atração às
seis horas da manhã, com assuntos de relevância para o público, especialmente sobre
o cenário nacional.

Em São Paulo, onde é medida a audiência base do país, a CBN se preocupou com
a chegada da Band News, mas sobreviveu ao ataque e continua sendo a maior rede
de notícias do Brasil.

Band News

A meta da rádio Bandeirantes ao criar a sua versão de rádio de notícias em
tempo real, foi de estabelecer, nos principais centros populacionais e econômicos do
país, uma rede de emissoras FM com programação jornalística 24 horas, com o objetivo
de atingir um público que vai da idade de 25 a 55 anos e que procure informação no
momento em que ela acontece.

A Band News, com freqüência 96,9 FM, em São Paulo, possui algumas diferenças
em relação a CBN , como um tempo determinado dos programas, onde a Rádio
Bandeirantes, traça algo em torno de 20 minutos para cada atração, com assuntos
padronizados, apresentadores que operam a bancada de transmissão, além da
cobertura externa que os âncoras realizam.

A aposta da rede foi o âncora Ricardo Boechat, que comanda pelas manhãs de
segunda à sexta feira, das 7h às 9h, um telejornal mais descontraído que o “padrão
CBN”, contando ainda com a participação do colunista José Simão.

A rádio ocupou o lugar da lendária Sucesso FM, antiga rádio Cidade, que liderou
durante anos a audiência paulistana nas estações FM. Embora, com apenas três anos
de vida, alguns prêmios já fazem parte da galeria da rádio, entre eles destaca-se a
conquista como melhor veículo eletrônico de 2006, segundo o “Prêmio Colunista”, o
ganho do troféu “Comunique-se”, com Ricardo Boechat, no quesito âncora de rádio

1 CBN, A rádio que toca notícia. SENAC Rio, 1ª ed. 2006

2 Artigo: A realização de um sonho Disponível em Acesso em 15.Abr.2008

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Principais Emissoras em Radiojornalismo no FM

Com roupagem de AM, a CBN FM surge em 1991, trazendo a propriedade jornalística antes só presente na AM, uma vez que a CBN-FM tem como principal característica 24 horas de informação aos seus ouvintes. Isso marca também uma nova fase na vida da rádio FM que passa a ter noticiários e prestação de serviços e não apenas entretenimentos como até então.

A Band News, com seu slogan “Em 20 minutos, tudo pode mudar”, inaugurada em 2005 é atualmente a principal concorrente da CBN FM. Busca ser referência para ouvintes entre 25 e 55 anos, na informação ágil e formação de opinião. Assim, como sua principal concorrente no país, traz a tona o radiojornalismo no Brasil com 24 horas de informação divididos em noticiários de 20 em 20 minutos.

A nova rede chega ao mercado explorando o conceito all news de comunicação. São jornais com noticiário completo e ininterrupto, incluindo informações nacionais, internacionais, locais, de serviços e de trânsito. Ao final de cada dia terão ido ao ar 72 edições, assentadas na boa cobertura dos assuntos.

Sua função informativa serve à sociedade ao reunir e divulgar as notícias de interesse público.
Definir a realidade e facilitar sua compreensão é tarefa de todo jornalista, não descartando a interpretação do fato e a orientação da opinião pública.

Juarez Bahia, em Jornal, história e técnica, afirma: “O caráter do jornalismo emana de instituições políticas e econômicas e precisam ser livres e independentes para decidir.” (Jésus B. de Souza. Meios de Comunicação em Massa, 1996).

Buscar a veracidade, imparcialidade, objetividade, são regras em comum dentro das principais emissoras de rádio jornalístico do país, mesmo sabendo que a busca pela imparcialidade é praticamente impossível, pois o rádio é feito por pessoas e as mesmas não são imparciais.

Pela imparcialidade é praticamente impossível, pois o rádio é feito por pessoas e as mesmas não são imparciais.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Gênero Entrevista


De acordo com Morin 4, existem quatro tipos de gêneros em sua classificação de
entrevistas, a saber:

a. Entrevista-rito: onde as palavras completam a cerimônia, ou seja as próprias
palavras da entrevista são rituais;

b. Entrevista anedótica: a qual se situa ao nível de “boato”;

c. Entrevista diálogo: situa-se em busca do comum. Entrevistador e entrevistado
colaboram no sentido de trazer à tona uma verdade que pode dizer respeito à pessoa
do entrevistado, ou a um problema;

d. Neoconfissões: busca profundidade da psicologia social, tal entrevista traz em
si sua ambivalência: toda confissão pode ser a desnudas da alma, para atrair a libido
psicológica do espectador, pode ser objeto de uma manipulação sensacionalista, mas
também toda confissão vai além, muito mais profundamente que todas as relações
humanas superficiais e pobres da vida cotidiana.

Os itens C e D, por Morin apresentam critica velada ou explicita, enquanto as anteriores
a superficialidade, agrupando as entrevistas em duas tendências: a de espetacularização
e a de compreensão (aprofundamento).

Seriam subgêneros da espetacularização:

O Perfil do Pitoresco que apresenta a caricatura do perfil humano, onde se salienta
quase que exclusivamente o grotesco, os traços sensacionalistas, o picante de acordo
com os modismos sexuais.

O Perfil do inusitado busca-se extrair da pessoa sua caracterização, mesmo que
à força, como excêntrica, exótica.

O Perfil da Condenação: utilizado no setor policial jornalístico.

O Perfil da ironia “intelectualizada”: o qual extrai da pessoa uma forma de condenação;
suas idéias, sua contribuição são ironicamente contestadas. A adjetivação atribuída
pelo entrevistador ao entrevistado acaba por transformar em monstro o inocente.

Subgêneros da Compreensão – aprofundamento

Entrevista Conceitual – É aquela que o entrevistador busca bagagem informativa,
reconhecendo a fonte entrevistada. O repórter exerce a função de intermediador na
sociedade apresentando conceitos, nesse caso entrevista um filosofo, um sociólogo,
dentre outros.

Entrevista Enquête – A fonte depõe em relação ao tema. Nesse caso admite-se
uma pauta, ou questionário básico para dar unidade à enquête.

Entrevista Investigativa – Os temas são de repercussão pública, como
administração governamental, abusos de poder dentre outros preferidos para que se
paute esse tipo de investigação.

Confrontação - Polemização – Tema no qual o jornalista deve manter habilidade
de mediador, instigador e investigador, ser porta-voz do senso comum.

Perfil Humanizado – é uma entrevista aberta para compreender conceitos, valores,
comportamentos históricos da vida.

A entrevista jornalística se vale da fonte individualizada e lhe dá crédito, sem
preocupações cientificas, enfatiza-se com isso a unilateralidade da informação. Existe
na entrevista a possibilidade de um diálogo democrático.

4 MORIN, Edgar. A entrevista nas Ciências Sociais, na rádio e na televisão.In Moles, Abraham
A. et alii. Linguagem da cultura em massa. Petrópolis, Vozes, 1973.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Reportagem Especial

Existem diversas etapas no processo de transmissão da noticia em rádio, desde
o momento em que a ocorrência do fato chega ao conhecimento da equipe de jornalismo
da emissora até a sua divulgação para os ouvintes. Esse processo apresenta variações,
muito mais em função de uma reportagem especial e em função dos objetivos
pretendidos pela emissora com a transmissão da informação 3. O homem tornou-se
um consumidor permanente de informações, portanto, é necessário a veracidade dos
assuntos para compor uma reportagem especial o que vem a ser um requisito essencial.

Conceitos que integram a reportagem especial: análise de um determinado
assunto, seja por sua grande importância e atualidade, seja por seu interesse histórico.

Implica em pesquisa aprofundada sobre o tema, tanto no que diz respeito às informações
textuais quanto às sonoras, principalmente as entrevistas. A rigor sua emissão deveria
ser ocasional, diretamente ligada à ocorrência de um fato que mereça, por sua
importância, um tratamento especial ou pela comemoração de uma data de importância
histórica, emoção, acuidade, empatia e veracidade, a partir da coleta de fatos no local
das ocorrências e contato com o público. Nessa relação evidencia-se a expressão real
dos fatos, das pessoas e se capta com maior facilidade seus pensamentos, pois muitas
vezes esses personagens podem ser determinantes para uma reportagem de qualidade.

Abordagens bem feitas são ferramentas para um depoimento que dará qualidade ao
trabalho. O repórter deve ser capaz de abranger o tema sem ser abatido por ele.

O segredo da reportagem especial concentra-se no tema, o qual surpreende e
dispensa recursos discutíveis para atingir seu objetivo. O fato de ser inédito pode não
se apresentar no título da pauta a ser cumprida, mas na abordagem.

O tratamento junto à criatividade traz uma reportagem de excelência de acordo
com o tema. Informações em excesso podem se perder se o texto não for produzido
de forma clara e escrita corretamente. Flexões de verbos, a pronúncia de palavras
como manda o manual são questões indiscutíveis. Seguir normas da Língua Portuguesa
e coerência são itens a se cumprir.


3 ORTRIWANO, Gisela Swetlana, Radiodifusão. Comunicação de Massa. Summus Editorial, 4ª ed. 1985.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Surgimento da FM no Brasil

Em 1969 surge o rádio FM gerando um crescimento de audiência surpreendente, principalmente entre os jovens. A segmentação das FMs em estilo musical diferentes começa a ser uma realidade.

A primeira rede brasileira de FM foi a Transamérica.

Na década de 1950 com a criação da televisão, o rádio foi perdendo espaço com a queda da audiência, uma vez as famílias que sentavam na sala ao redor do rádio passaram a ligar a TV. As características do rádio precisaram mudar para permanecer presente na vida de seus ouvintes, uma vez que não há mais espaço para programações como festivais musicais, radionovelas, dentre outros. O rádio então voltou a sua origem de prestação de serviços e informações.
SOUZA, Jésus B.de. Meios de Comunicação em massa. Scipione, 1996.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Rádio

O rádio é considerado o veículo de informação de massa, além de ser a fonte
mais pura de informações jornalísticas, e isso é atribuído à rapidez com que as notícias
são transmitidas. Entender a força do meio e as razões de sua potência é o primeiro
passo para se tornar jornalista de rádio. Apesar de ter mais de 80 anos, o rádio ainda
é um velho desconhecido, apesar de alcançar 96% do território nacional, pois a
sociedade atual é fascinada pela imagem 1.

O rádio pode vir a ser um agente transformador capaz de revolucionar costumes
e mobilizar a sociedade, pois a noticia não espera acontecer, não marca dia nem hora,
está sempre preste a surgir.

O rádio, ainda é um grande veículo de notícias e prestação de serviços. Não há
dúvidas que sua contribuição é de tamanha relevância para a sociedade brasileira,
pois além de ferramenta democrática garante a liberdade de expressão, exercitando
assim a cidadania de maneira eficaz.

O Surgimento do Rádio no Brasil

O rádio como difusor da cultura popular, surge no Brasil por meio de Edgard
Roquete Pinto, conhecido como um dos principais antropólogos do país. Sua primeira
irradiação no Brasil, em 1922, durante as Comemorações do Centenário da
Independência, realizada no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, transmitia o discurso
do então presidente Epitácio Pessoa, passo inicial para projetos da primeira emissora
brasileira.

Com a introdução de mensagens comerciais, a radiodifusão brasileira se
popularizou. Com o patrocínio de anunciantes, surgiram os programas de variedades,
responsáveis pela transformação do rádio em fenômeno social, passando então a
influenciar no comportamento das pessoas e criando modas.

Diante da concorrência surgida entre as emissoras, a evolução tecnológica
ampliou-se e, rapidamente na década de 30, os estúdios começaram a abrir suas portas para o público. Em 1934, com a crescente necessidade de formação para atuar
dentro das emissoras, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pioneira, transformou-se
na Rádio Municipal do Rio de Janeiro, conhecida como Rádio Roquete Pinto, consagrando
“o pai do rádio”. Em todo o país desde então, as rádios começaram a influenciar o modo
de vida das pessoas. Surgem grandes nomes da música, dentre eles Francisco Alves,
Vicente Celestino, Dóris Monteiro, e outros. O pós-guerra foi marcado por concursos
“rei” e “rainha” do rádio, dando destaque nesse período a cantora Dircinha Batista, que
ganhou o titulo a partir de 1948, mantendo-se por 11 anos.

O prestigio do rádio como veículo popular de comunicação de massa teve de
ser dividido com a televisão nos anos de 1950, porém uma das programações que não
perdeu sua magia foi a transmissão futebolística, que ocupa um grande destaque dentro
das grades das principais emissoras AMs e recentemente também nas FMs.

No rádio ocorreram mudanças significativas nos últimos 25 anos. Se buscou a
especialização para atender a uma fragmentação do mercado. Houve um avanço
considerável na produção jornalística, o texto ganhou mais em análise, e o locutor que
apenas transmitia no passado, hoje engloba uma equipe. A ética e o compromisso
com a verdade nem sempre foram levados a sério por alguns programas, mais
preocupados em atender a uma parcela menos exigente de ouvintes, porém oferecer
ao mesmo lazer, entretenimento, informação é sempre um desafio.

1 JUNG, Milton. Jornalismo de Rádio. 3ª ed. Contexto, 2007 São Paulo